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segunda-feira, 22 de abril de 2013

redescobrindo o amor por hitchcock


ando numa fase bem piscose. não da adorável psicose da natalia e a dra. frida, mas na psicose hitchcock mesmo. explico: comecei a ver a série bates motel. em um momento que enfrento o luto com a falta do walking dead e homeland, tentei novos rumos: cult, the following, até the flesh eu tentei. mas nada agradou. ai lá fui eu assistir o tal bates. e não é que é bom? começa pelo elenco. lembra do menino freddie higmore? acho que já falei dele...é o mesmo que fez o em busca da terra do nunca, a fantástica fábrica de chocolate, as crônicas de spiderwick. o menino cresceu, hoje tá com 21 anos, e faz o papel de norman bates, no caso, como se ele tivesse 17 aninhos. a mãe do norman é a lindíssima vera farmiga, que fez a mãe da órfã, e fez amor sem escalas, com george clooney, fez também o menino do pijama listrado e contra o tempo. todos filmes ótimos. mais tarde falo deles. então, continuando, temos max thieriot que faz o irmão mais velho de norman. ele fez a última casa da rua. tá, mas no filme norman não tinha irmão. sim, mas na vida real tinha. vida real? é.

na verdade a série conta o que teria acontecido antes do norman ser o psicopata louco que matou a mãe. e essa história foi baseada num livro que por sua vez se baseou em um fato real: a história dos irmãos ed gein e henry. ed, edward, era o irmão mais novo. o livro foi escrito por robert bloch. ele conta a história desses dois irmãos. o norman acabou sintetizando as características dos dois. eles tinham um pai alcoólatra e uma mãe que não deixava eles fazerem nada, era religiosa fanática e dizia aos filhos que a bebida era coisa do demônio e que todas as mulheres eram prostitutas. olha o que eu achei numa pesquisa rápida: "Augusta (a mãe louca) reservava algum tempo, durante a tarde, para ler a Bíblia para os filhos, escolhendo partes do Antigo Testamento sobre morte, assassínios e castigos divinos. Ed, levemente efeminado, era alvo de bullying. Para piorar as coisas, sempre que Ed tentava fazer amigos, a sua mãe impedia-o". resumindo: o irmão morreu de asfixia (a polícia depois descobriu que foi ed quem matou). várias pessoas começaram a aparecer mortas; a polícia achou na casa de ed crânios, pele transformada em abajour, peitos usados como seguradores de copos, crânios usados como tigela de sopa e um monte de outras coisas bizarras como uma caixa com vulvas. ed confessou ter desenterrado várias sepulturas de mulheres de meia idade, que se pareciam com a sua mãe. outros personagens do cinema foram inspirados na vida desse louco, por exemplo o jame "buffalo bill" gumb, do silêncio dos inocentes e leatherface do massacre da serra elétrica
assisti os quatro ou cinco capítulos do bates motel (ao todo vão ser 10 e já foi confirmada a segunda temporada) e não lembrava direito do filme. ai peguei o sábado à noite de friozinho e sofá e fui ver novamente. e me apaixonei novamente. e relembrei porque sou louca pelo filme. além é claro de lembrar porque gosto tanto de casas taciturnas. 
não me contive e no domingão assisti o filme hitchcock, com o maravilhoso anthony hopkins, que dispensa apresentações. o filme mostra a luta do cineasta para fazer psicose. também mostra detalhes da vida particular dele, dos amores, das doenças, e a intimidade com a esposa. é cheio de referências. e mostra detalhes curiosíssimos, como por exemplo: psicose recebeu dinheiro do próprio hitchcock já que ninguém queria bancar. ele gastou 800 mil dólares e lucrou 40 milhões de dólares. e o filme tem elencão também: além de hopkins tem a maravilhosa helen mirren que faz alma, a esposa do hitch. a atriz scarlett johansson faz uma janet leigh perfeita e o mais surpreendente é o james d´arcy que faz o anthony perkins, o norman. a gente conhece ele do cloud atlas e in their skin e o exorcista. e o intrigante é que no filme o tal louco ed gein fica aparecendo na cabeça do hitchcock. quem faz o papel é o michael wincott que já fez um monte de filmes, como o corvo e the doors.

em resumo hitchcock é um filmão. tem um diálogo nele entre o edward e o irmão em que o henry diz: você precisa viver mais sua vida...algo assim. a mesma frase foi usada na série do bates motel. é bem legal perceber esses paralelos. 
ah, dizem que o sangue na banheira era calda de chocolate. já ouvi dizer que o hitchcock usou uma tinta azul já que a vermelha não ficaria bem em preto e branco. alguém sabe a verdade? ele escolheu fazer o filme em preto e branco para não chocar mais ainda a plateia com tanto sangue...bom, agora vou ali pesquisar sobre a música do filme. que vamos combinar, é tudo, né? 
enfim, é por isso que tô assim, bem psicose. e pra encerrar, como diz o diretor: pode me chamar de hitch, o "cock" guarde pra você. ele é o cara.

norman de anthony perkins

norman de freddie higmore

norman de james d'arcy





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