Follow by Email

sábado, 28 de abril de 2012

meus blogs

só pra avisar que tenho um outro blog...lá escrevo ficção...são as cartas de madame red...se tiver curiosidade, passa lá. http://cartasdemadamered.blogspot.com.br/

sexta-feira, 27 de abril de 2012

suuuuper dicas de moda...

nude da jolie:lindo
hoje tô naqueles dias de ser crítica de moda...então vamos lá: sapato nude tá na moda....dependendo de quem usa, fica lindo...D-E-P-E-N-D-E-N-D-O de quem usa...acho que quem se arrisca tem que ter o bom senso de escolher um nude que combine com a cor da pele (nude quer dizer nu, afinal de contas)...se vc é branquinha seu nude tem que ser clarinho, se é morena, um nude escuro....é o ó ver uma perna bronzeada com um sapato nude combinando com a pele antes dela tomar sol...fica claro que tem alguma coisa errada! nude é pra ser a extensão da perna, sacou? e falando em nude, me lembrei de uma coisa horrenda ...calça bege! aliás roupa bege - que também tá na moda- é a coisa mais sem graça que existe...mas a calça bege bate todos os recordes...é pior que calcinha bege! é uma cor que não é cor, as pessoas insistem em usar apertada e sempre fica a marca da calcinha, não tem jeito. por menor que seja a calcinha, marca. tenho certeza que quem inventou a calça bege não gosta de mulher...hoje eu vi o horror dos horrores, a calça era bege e no modelo saruel...e a menina ainda estava acima do peso, ficou tudo embolado na frente...o horror, o horror!falando em estar acima do peso, alguém me explica porque as pessoas engordam e proporcionalmente apertam as roupas? é que não se dão conta que estão acima do peso? não renovam o guarda-roupa? ou é a tentativa de parecer mais magra? gente, camisa colada no corpo não
porquê?
emagrece ninguém...sei que é difícil comprar  roupa legal pra gordo, sinto isso na pele, mas existem costureiras por ai, vez ou outra se acha um vestidinho bacana numa loja de departamento. não justifica a moça ter dez quilos sobrando na barriga e colar uma camisa branca na pele e ainda por cima curta...pra mostrar o umbigo?...e ainda se espreme numa calça jeans dois números menores que o ideal...por favor, né? aliás, pra mostrar a barriga ela tem que estar mostrável, reta, lisa, bonita de se ver....barriga gorda caída e à mostra, ninguém é obrigado, né? outra dica, amiga, se você não sabe andar de salto alto, desista...a mulher que anda de salto sem saber andar parece uma pata choca, ou pior, parece que tá cagada. não faça isso! outra dica: óculos branco é pra poucos. quase ninguém, aliás. e por último, roupa de academia é pra ser usada na academia....desfilar por ai com calça legging, meia por cima (sim pq parece que agora a moda é puxar a meia por cima da tal calça) e bustiê (como é o nome da porra? sei lá, fica sendo bustiê), não é sexy, acredite. aliás,  pra usar roupinha assim, vale o de sempre: só use se o corpitcho permitir, gorda em roupa de ginástica, apertada, parece uma salsicha embutida . fica feio...ah e a super dica que vale pra sempre: olhou no espelho, achou algo estranho, acredite, os outros também vão achar. se tiver dúvida se tá bom ou não, tira.se surgiu a dúvida é porque tem algo errado mesmo...acho que por hoje é só. ah, se for usar chapéu, pelamordedeus, saiba o tamanho da sua cabeça, pra não ficar parecendo que o defunto era maior...fui.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

annika pediu um campari

"a deca é a  única pessoa que eu conheço que gosta de campari"....se eu for contar quantas vezes já ouvi isso , daria pra escrever um livro....mas é verdade eu gosto de campari. com gelo, sem limão. desde sempre...já me disseram que parece remédio, uns gostam da cor, outros chamam de bebida de puta (no bom sentido)...só sei que eu gosto e ponto. é amargo? é...mas desce como nectar...e me deixa feliz...sim, porque cada bebida deixa a gente de um jeito, né?...vodka me deixa agressiva, com vinho fico meio tarada (opaaaaa), a cerveja - depois de matar a sede - me empapuça e dá sono, e pra rir, nada melhor que uma cachacinha...e campari, sempre...que me deixa alegre, falante...além de ter poucas calorias...não tô defendendo o consumo de álcool não, só estou chegando a conclusão que eu gosto de bebidas esquisitas, como san remy com vodka.....alguém já bebeu? é óóótimo....encaro chimboquinha, absinto, vinho barato, vinho caro, cantina das trevas, caipirinha, 43...dizem que depois que a gente enfrenta uma senhora bebedeira nunca mais consome a bebida causadora do estrago, né? por isso não bebo mais gim tônica, nem uísque...por motivos óbvios...o ruim de beber é a ressaca no outro dia...e também aquele estágio que dá vontade de chorar...ai é foda...sem contar a parte de fazer merda no celular (agora no face também, um perigo!)...minha dica pra reduzir a ressaca: beber muita água junto, comer alguma coisa antes, comer um chocolate durante e tomar engov sempre, sempre, sempre. funciona...de verdade...meu relógio biológico é batata: se deitar bêbada , durmo 4 horas seguidas...depois acordo com sede, muita sede. SEMPRE. então é fácil calcular que horas fui dormir...acordou mal? bebe água de côco, água mineral, coca-cola, bebe muito. e duas neosaldinas. se ainda estiver ruim, vai de sal de fruta e hepocler (ou figatil) e um chazinho de boldo. enfim, não quero me esticar no assunto ...só tenho a dizer que achei lindo o que o stieg larsson escreveu...finalmente não estou sozinha no mundo:  
" - eu tomei o maior porre quando me soltaram, mas não tenho tendência ao alcoolismo, se é isso que te preocupa. apenas tive consciência de que, pela primeira vez na vida, desde que sou maior de idade, estou legalmente autorizada a me embebedar aqui na suécia (disse salander). annika pediu um CAMPARI.-  bem, disse ela - você quer beber sozinha ou quer companhia? - de preferência, sozinha. mas se você não falar muito, pode ficar comigo. imagino que não queira ir até a minha casa dar uma trepada? - hein? disse annika giannini."  agora vou ali tomar o meu (campari com limão e duas pedras de gelo)  

sherlock holmes e lisbeth salander

- naaaah , olha o cara só querendo ser guy ritchie !! comento eu, em tom de crítica, logo no comecinho do "sherlock holmes 2"...- mas deca, é do guy ritchie!!! - ah tá, desculpa ai...e ele tá lá , no filme toooodo...todas as tomadas de câmera, o ritmo,  os efeitos, os sons, as piadinhas...tudo lá. não, eu não li nada sobre o filme...por isso o desaviso...confesso que sou fã do guy ritchie desde "jogos, trapaças e dois canos fumegantes"...quando ele veio com o "snatch- porcos e diamantes", e o brad pitt deu aquele show, ai que não teve pra mais ninguém...tá, o tim burton continua no meu coração...de repente me aparece uma cigana...- eu conheço essa moça!! é a salander, do fime sueco. é? éééé. linda! é a lisbeth salander, a noomi rapace...(do filme sueco os "homens que não amavam as mulheres", ou "a garota com tatuagem de dragão", posteriormente refilmado , numa versão inglesa - aliás, devo me corrigir, outro dia falei que a versão do filme era americana, errei, é inglesa, me perdoem). e ela  fez direitinho. tomara que seja aproveitada pra mais coisas e maiores papéis...somado a isso tudo um robert downey jr. frenético e um jude low sedutor, sempre. só posso dizer que o filme é supimpa. claro que tem ação, explosão, luta...mas é pra ser assim. não é filme pra ficar pensando, é só pra deixar rolar...falando em "homens que não amavam as mulheres", terminei de ler a "rainha do castelo de ar", o último livro da trilogia millenium, do stieg larsson ...e como diz uma amiga minha, acho que já comentei isso aqui, sempre que se acaba um livro bom a gente fica meio órfão...tô assim, órfã, com um vazio...
baita trilogia boa do caralho!!! se não leu, vai ler. depois vai ver os filmes. obrigatório. agora comecei um livrinho marrom (marromenos)...é sempre assim, o livro posterior a uma obra prima sempre se fode, fica menor em relação ao outro...se for digno de nota, conto aqui. se for chato, aviso aos incautos...agora deixa eu ir ali tomar uma sopa (desde ontem tô meio mal, tirei uma quantidade tão grande de sangue, pra fazer exames, que dava pra alimentar o elenco todo de "crepúsculo"...). fui.  

terça-feira, 24 de abril de 2012

meia-noite em paris...um filme e um rinoceronte



vi ontem, com atraso, MUITO ATRASO, o filme do woody allen "meia-noite em paris". atenção: contém spoilers....e devo dizer que adorei...me identifiquei horrores com o personagem principal , o gil pender (interpretado por owen wilson)...vale nota: ele me surpreendeu...aqueles diálogos típicos do woddy allen , falando rapidinho, quase gaguejando, se atropelando...ele fez direitinho...me identifiquei porque diversas vezes também sinto aquela vontade de voltar ao passado...acho que épocas anteriores também foram mais românticas e mais mágicas...me pego com uma nostalgia, uma saudade do que nunca vivi....e como o pender, acabo me dando conta de que o que vale mesmo é o agora, desde que haja arte, lirismo, paixão, amor, loucura...e isso só depende da gente, não da época...acho que é mais ou menos por ai...mas deixando a filosofia de lado, voltemos ao filme...a paris que o allen mostrou - com maestria - é uma paris de parisienses, isso foi muito legal....não foi aquela coisa cartão-postal pra turista ver...mesmo quando os monumentos aparecem , fica aquela sensação de que a cidade é uma coisa de outro mundo....a luz , a atmosfera...o sentimento surreal...é aquela paris que eu quero conhecer...não a paris do metido do paul bates (amo o michael sheen, ele tá ótimo de turista chato pedante que só quer comer a noiva do outro)...me obrigo a fazer alguns questionamentos: tudo bem que o allen se apegou aos artistas da chamada "geração perdida", mas porraannnnn, custava mencionar o sartre, o flaubert e a simone de beauvoir? se eles apareceram , nem deu tempo de perceber...e se não apareceram, alguém me explica? são todos mais ou menos da mesma época, não?...falei bobagem? será que não eram da mesma panelinha??? confesso que boiei no comentário sobre a bailarina (quando ele tá morrendo de dançar e a família no presente dizendo que ele não dançava hahahaha)...quem era? não saquei...também senti falta de mostrarem a gala...seria curioso mostrar o casamento com o maluco do salvador dalí hahahhah. acho que a boa piada do filme foi o gil pender dando a dica pro buñuel sobre o anjo exterminador...a ideia é tão pirada que nem ele - buñuel- entendeu (eu particularmente achei o filme - o anjo...- um saco! que ninguém me ouça...assim como todos os filmes do godard e a tal nouvelle vague..que chatice...uns planos que nunca acabam, cenas que se arraaaaaastam...aliás o godard também não foi citado, ele era mais velho, né? dos filmes do godard gosto só do je vous saue marie...e olhe lá! aliás, devo dizer que dessa época , pra mim, só o truffaut tem umas coisas que eu gosto - ele também não aparece no filme....- como  jules et jim - meu pai odeia - e a história de adèle h. ...gostei tanto desse , que por muito tempo eu queria colocar o nome da minha filha, se algum dia viesse a tê-la, de adèle...ainda bem que desisti...não tive a filha ainda, que por sinal vai se chamar maria eduarda, quando vier... e agora tem aquela cantora gorda chata pra caralho com o nome de adèle, né?) ...enfim, voltado ao woody allen e ao meia-noite em paris, definitivamente é um filme que recomendo. estava com certa reserva em relação a ele...por isso fui adiando...como adiei melancolia...alguns filmes são assim, precisam ficar na estante, esperando...o woody allen tem umas ideias que me deixam reticente....tipo aquele filme do shopping, com a bete midler...puta filme chato...aliás, tem uma safra dele que não consigo gostar, como o hanna e suas irmãs e aquele do sexo...bom, mas falar dos filmes de wood allen exigiria um post gigantesco...fica pra próxima...ah, e as músicas do filme? aaaahhhhh as músicas....é de começar a ouvir e se perder por ai...bah...as cores, a música, tudo tudo é lindo...acho que vou sonhar com uma volta ao passado. batata.agora vou lá comer meu croissant porque a hora urge. boa noite. encerro com uma frase maravilhosa do filme, concluída por salvador dalí, interpretado pelo adrien brody, que resume tudo: "um homem apaixonado por uma mulher.  de uma época diferente. vejo uma fotografia. vejo um filme. vejo um problema insuperável. eu vejo... um rinoceronte."

 

da série sapatos dos sonhos...

mais um sapatinho que eu queria muito....

segunda-feira, 23 de abril de 2012

camelar é normal, véi. bora pegar um baú e ir pro beiras

com atraso, com muito atraso, escrevo sobre o aniversário da cidade...52 anos...que nova! acredito que tudo o que tinha pra ser dito já foi dito...mas é que pra cada pessoa brasília se apresenta de um jeito diferente, né não? ai, cá estou eu repetindo o que já se disse por ai...ou não. já falei que nasci em arroio grande, lá no interior do rio grande do sul...meu pai trabalhava no banco do brasil, hoje é aposentado e feliz...quando eu tinha uns nove anos ele veio a brasília dar um curso de formação e trouxe a família toda!!! eu saída lá do interior, nunca tinha andado de avião (naquela época o passageiro ganhava uma maleta da varig com garfo, faca e um pratinho com carne ou frango....)...andar de avião era um colosso...a gente colocava a melhor roupa, o sapato era novo e o evento rendia fotos no balcão de embarque....aterrissei embasbacada nessa cidade gigante em formato de avião! eu nunca tinha acreditado que tinha o formato mesmo, mas lá de cima dava pra ver...foi deslumbrante!!! antes mesmo de vir a conhecer, eu ouvi falar muito em brasília...não sei até que ponto acredito, mas como toda a criança curiosa, fiz algumas vezes a tal brincadeira do copo ...uuuuuu.....minha mãe também! ela estudava em um colégio de freiras e pra mostrar como a brincadeira era uma fraude elas fizeram na escola...eis que o copo se mexeu e nas previsões avisou a minha mãe que ela moraria na cidade que estava começando a se erguer: a nova capital, brasília....criança, levou um susto mas não sabia também se acreditava ou não...pois meu pai veio várias vezes dar o tal curso até que foi transferido de vez pra cá...eu já tinha lá meus 11 anos...mas aos nove, voltando a tal visita, foi que vi pela primeira vez uma escada rolante! olha a ignorância do ser humano...o conjunto nacional era o que de mais maravilhoso eu tinha visto na vida. imagina, um shopping daquele tamanho!!! e nos anos 70 e 80 na parte de cima, onde hoje tem uma praça de alimentação, existia uma pista enorme de carrinho bate-bate (era bate-bate ou carrinho de corrida, não lembro)....lá no interior fui uma vez ao cinema na minha cidade...não que meus pais não me levassem, mas é que o único que tinha fechou. só deu tempo de eu assistir um filme do teixeirinha, aquele do churrasquinho de mãe...pois chego aqui e dou de cara com o cine atlântida...filmes e filmes dos trapalhões...fora os outros dois meeeega chiques: o miguel nabut e o badia helou (não sei pq tinham esses nomes, deve ser pq eram os nomes dos donos...)enfim, num deles tinha até umas mesas, com abajour...coisa estranha mas lindo. depois viraram cinema de filme pornô e hoje deve ter alguma igreja, igual tem no ex-atlântida...agora, pense no parque da cidade!!! affff aquele foguetinho era o má-xi-mo! e a piscina de ondas parecia história de outro mundo. barbaridade, voltei metida pra arroio grande! quando viemos morar aqui continuamos a frequentar a piscina...tocava uma sirene e era o código pra todo mundo sair correndo e pular na água pra curtir as ondas que se formavam devagar....a gente fazia pic nic na piscina de água mineral (sim, sempre fui farofeira)...eu levava bolo nega maluca! e morria de medo da parte escura da piscina (ainda tem, né?) ...era lei ir pro autódromo no fim de semana. meus pais enchiam o isopor de sanduiches, bebidinhas e lá ia a família firinfinfin pro autódromo, e valia ver qualquer competição! conhecer o congresso nacional e andar de esteira também foi uma experiência única...tantas "primeiras vezes"... primeiro zoológico, primeiro shopping, primeira escola particular...primeiro beijo (não, ai não foi, depois conto essa passagem...), primeiro big mac, primeiro din din, primeira manga (!) ...e foi assim que brasília se apresentou: como um grande desbunde, como um conto de fadas...no princípio morri de medo dela...ônibus, carros, avenidas...sair de um lugar com 5 mil habitantes, onde o que havia de mais legal era a plantação de arroz e ser engolida por uma capital federal não foi fácil...depois do deslumbramento, veio a paixão...e essa dura até hoje. claro que como em todo caso de amor tem altos e baixos....tem dias que morro de vergonha da sujeira, da periferia, do trânsito, da saúde pública....mas também me encho de orgulho do céu, da luz, dos sons...falando em som, escrever sobre meu caso de amor com a música de brasília exige outro post, prometo pra breve...a cidade que não tem esquina..sempre que digo  que sou de brasília perguntam: vc já viu o presidente? dá vontade de responder: -claro, compramos pão na mesma padaria! brasília tem tanta peculiaridade, tanta singularidade...só quem é daqui entende que ir camelar é normal, véi! e que pegar um baú e descer no beiras é programa pra quinta à noite...assim é. sou gaúcha, mas com o coração cheio dessa cidade que me ajudou a ser o que sou...falta um pouco de cuidado, mas acho que ela sobrevive...parabéns, pra nós, que fazemos dela nosso lar. fui...

sábado, 21 de abril de 2012

novo filme de terror

 


faço qualquer negócio por um bom filme de terror....o próximo que preciso ver é esse tal de "the pact"....não achei nada comentando sobre, mas já achei o cartaz e o trailler....dá uma olhadinha.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

filas, hospitais e o dr. house

tem uma coisa que eu detesto: hospital....claro, detesto ficar doente...mas isso apenas os hipocondríacos e o que sofrem com a síndrome de münchausen não compartilham comigo...
o que eu detesto mesmo é ir ao hospital...ficar doente é uma merda, mas se o atendimento fosse bacana, se um médico fosse até minha casa me examinar, me passasse remédios que realmente curassem minha enfermidade, até vá lá...ficar doente não é bom, mas saber que vai ficar curada e ter um atendimento digno até há uma remissão, mas não...a gente tem que ir ao hospital e voltar ainda mais doente do que foi....e olha que vou a hospital particular (como se fosse muito diferente do público!)...pago dois planos de saúde. dois! (aliás estou me tornando repetitiva, já é a segunda vez que toco no assunto e sim, eu odeio plano de saúde também)....e não adianta vir falar que hospital público pode me atender bem porque não acredito. sei que pago impostos pra bancar hospital público, mas o que vejo é uma total falta de gestão com meu dinheiro...que porra é essa?! é sempre um desrespeito, um mal trato com os pacientes que fico revoltada...todo dia dá na televisão: o cara desmaiou na fila esperando ser atendido, a mulher tem filho na escada, senhoras dormem no chão pra manter o lugar na fila, falta médico, falta enfermeira, falta até esparadrapo...então, devolve meu dinheiro? ...poucas vezes precisei dos serviços públicos de saúde...a última vez foi pra tomar a vacina h1n1 (antes da firma oferecer aos empregados)....fiquei uma manhã inteira numa fila onde se misturavam mães com crianças no colo, idosos e eu. todo mundo em pé...uma enfermeira que ficava gritando e ninguém dava informação de nada...uma bagunça geral, e a fila? só aumentava...outra vez precisei do serviço público lá no rio grande do sul, no cassino...me queimei com uma mãe d´água...dói pra caralho!!! fui até o postinho. e foi lá que vi um menino no banco da emergência com uma panela na cabeça....brincando, ele fez a panela de chapéu....acabou com a cabeça toda dentro da panela de pressão...ficou entalado...ninguém conseguia tirar....tá, agora é engraçado, mas deve ter doído muito...coitado do moleque...o fato é que evito o público, mas toda vez que vou no privado não noto muita diferença...vc fica horas numa triagem, depois horas pra fazer a ficha e mais horas esperando que o médico chame...ai o médico nem olha direito pra sua cara, faz as perguntas automaticamente e te dá um antialérgico, ou um tylenol. tô mentindo? é sempre assim....e se não peço um atestado de comparecimento, eles nem perguntam se precisa, como se eu estivesse ali a passeio, ou fosse como a madame que sentou ao meu lado e chegou de motorista....outro terror é consultório de ginecologista...sempre tem alguém pior que vc...passando na sua frente...e agora a moda é fazer assim: dr. fulano atende a partir das 16:00 por ordem de chegada....quer dizer, ou vc chega 14:00 e senta a bunda num sofá desconfortável pra esperar o doutor aparecer, ou se fode. se chegar às 16:00 não consegue ser atendida naquele dia...ah, mas então troca de médico...pra qual???? os planos de saúde estão tão fudidos que médico nenhum aceita...vou no que tem...é o que tem, engole o choro. não sei onde vamos parar com essa falência da saúde...não dá pra ficar doente! ah vamos fazer prevenção...sim, mas vc tem grana pra bancar essa prevenção? só de alimentação saudável vai meio salário, dos meus...tá difícil...meu sonho de consumo: dr. house! ele , o hospital dele, a equipe dele....e a falta de fila !!!! ainda bem que sonhar não paga imposto, nem exige plano de saúde! sonhar ainda é de graça! e agora com tanto remédio que tô tomando nem posso ir ali beber meu campari com gelo, sem limão!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

sábado: bons drink, hotel e rebeldes

luisa marilac:musa
fim de semana em brasília, de vez enquando, a gente tem que inovar...como diria marilac: fazer algo diferente, com bons drink...pois foi exatamente o que fiz....convidei um casal amigo, pra junto com meu marido e eu, passar o sábado num hotel da cidade.convite aceito, combinamos 13:00 lá em casa. tudo bem que sempre deixo pra fazer a mala na última hora, e pra não fugir à tradição, assim foi. em cinco minutos joguei tudo na minha bolsa rosa-barbie e pronto. acabei deixando todos os 20 comprimidos que tomo por dia em cima da mesa...pra começo de história, fomos direto ao hotel...errado!!! é que são dois com o mesmo nome, um é flat e o outro não. o nosso era no flat. depois de encontrar o hotel certo (já com medo pq no hotel errado tinham dois carros de link da record...a saber: eu trabalho na record! bem desagradável encontar a turma do trabalho durante os bons drinks, né?)...chegamos de mala em punho e fomos pro balcão fazer o check in...inovador, o hotel não deu aquele velho e bom papelzinho que vc escreve o que quiser nele...não, a moça ficava perguntando em VOZ ALTA, cpf, endereço...passado o constrangimento, fiz minha ficha pensando que bastariam os meus dados nela...que nada, a recepcionista fez as mesmas perguntas para nós quatro...relaxei quando vi um estande da bienal e logo em seguida passou o affonso romano de sant'anna. eita, olha, olha, é o affonso? perguntei eu, íntima...era. - nossos quartos são o 308 e o 312, me diz a vivian, que mais tarde confessou que não tinha certeza qual era o meu e qual era o dela. calhou de eu e o valério (meu marido) ficarmos com o 312 (mais tarde isso vai ser importante, peraí). entramos nós quatro - bonitos - no elevador e o bicho nem se mexe...- ah tem que enfiar o cartão num cantinho abaixo dos botões pra ele funcionar...- ah claro...que cabeça a nossa...andamos em elevador de hotel toooodos os dias, né? aprendida a lição , chegamos aos quartos. no meu não tinha varanda...no da vivian e do bruno, lá tava ela, apertadinha, suja, mas tava lá. no meu quarto, ao lado da saída de emergência e em frente ao elevador, as janelas davam de frente pra piscina e não tinha sacada. ah tá. um leve mau humor passou por mim...- bora pra piscina? vamos. desce a tropa levando uma bolsa cheia de bebidinhas e um pote de amendoim (ué, a gente só tira onda de turista rico e chique, mas comida em hotel é cara...e tenho um pé na farofa, né?). a vivian pede uma batata frita com bacon e chedar "só pra mim", fala ela com olhos gulosos....quando o prato chega é minguadinho, tadinha...vamos de caipirinha. duas chegam. e as outras? - ah o garçom entendeu errado e foi entregar no quarto, desculpe, já tá chegando...ri daqui, conversa dali...eu nuuuunca entro em piscina do hotel...mas naquele dia estava um calor danado, dava pra ver a torre de tv e por lá parecia que tava pegando fogo...então tá, vamos nos refrescar....entramos na piscina...já tinhamos percebido a presença de alguns funcionários por perto...um ia lá e colocava o dedo na água, outro tirou uma amostra...a gota dágua (sem trocadilhos) foi quando chegou um fiscal com prancheta e tudo....medo! mas fomos mesmo assim...e quando estavamos nos esbaldando com aquela aguinha morna chega um desses funcionários e pede gentilmente pra gente sair de dentro da água "pq ela estava imprópria para banho"!!!!! caralho. - moço, eu vou morrer? - não, é só pq ela tá com muito cloro....já ficamos imaginando o hotel oferecendo absolutamente grátis o telefone de um excelente dermatologista e o imperdível tratamento revolucionário de recomposição capilar, tudo por conta...tá , fora d´água fomos comer amendoim e beber vodka quente (sim, já tinha esquentado nessa altura do campeonato, né?)...- será que existe área de fumante no carlton hotel? pergunta a vivian observando a fachada do dito cujo...- existe, claro...- e no free hotel? emendei - e no malboro hotel? (bêbado fala merda, né?) ...de saco cheio de tanta piscina fomos tomar banho pra ir jantar....quase morri de calor na saída do banho...- liga o ar condicionado! tava estragado. - chama a manutenção! testa aqui e ali...não tem jeito, não está funcionando...- ah então troca a gente de quarto, né? - vou estar dando um upgrade senhora... fomos pro 322....de esquina , sacada enoooorme, cozinha gigante...ai sim. até montei um lounge na sacada com as almofadas do sofá-cama. nos espalhamos por lá...- ah tô com fome. vamos à pé até o mcdonalds. era ali do ladinho...- ai, o que eu peço? qual é o maior sanduiche?- é o angus, deca. - é esse que eu quero! - mas deca o mclanche feliz vem com uma bárbie de brinde...- ah me vê 42 desses dai....- não deca, 42  é muito. - tá, me vê um angus então, pra viagem...e fico lá esperando...tava tão cansada que fui dormir na janela da lanchonete...explico: a janela tem um puxadinho que serve de banco...dormi com a cabeça encostada no vidro... e do lado de fora!!! a sorte foi que meu marido tava de olho e foi lá me socorrer....no caminho de volta, comi todas as batatinhas fritas antes mesmo de chegar ao quarto. as minhas e a dos outros...nos saquinhos sobraram apenas meia dúzia em cada um...- ah esse povo do mcdonalds, né? enganam a gente, aff ! , comento eu na maior cara de pau . dei três mordidas no tal angus e não aguentei mais...nessa de guardar o sanduba na geladeira, ouço uma gritaria lá embaixo...meu deus, alguém vai pular! que nada, a gritaria era: rebeldes eu te amo!!! ah eu mereço, né?!!!! meus bons drink ao som de rebeldes!!!tava explicado os carros da record...quando o bruno ameaçou se jogar da  sacada pra ver se o povo calava a boca, a vivian deu um jump e no melhor estilo tafarel segurou a barra da calça dele e gritou: - nãããooooo!!! e ficou jogada aos pés dele...- tá vendo?, comento, isso é que amor...se fosse comigo eu ia preparar a câmera pra filmar o pulo...(sou jornalista gente!) ...mas, pra nossa alegria, a gritaria acabou...ficamos com sono e fomos todos dormir...acabei no sofá-cama já que o marido tá com gripe, nariz entupido e o ronco ganha proporções assustadoras...acordamos no outro dia com uma ressaquinha inofensiva e fomos tomar o café da manhã...ai deu tudo certo...pra encerrar a historiola cito o escritor que passou por mim no sábado:"o que não escrevi, calou-me. o que não fiz, partiu-me. o que não senti, doeu-se. o que não vivi, morreu-se. o que adiei, adeus-se".

quinta-feira, 12 de abril de 2012

refilmagem: pra quê?

remake de "carrie"...pra quê?
não sei pra que tanto filme bom sendo refilmado. "rec" espanhol é muito melhor que o americano. fora "os homens que não amavam as mulheres", "o grito", "o chamado", "a casa muda" "asas do desejo/cidade dos anjos", "dança comigo", "deixa ela entrar". filmes em que o original deram um banho na "releitura". é mania americana de tentar superar o mundo em tudo? ou é absoluta falta de criatividade? é querer dinheiro fácil? não entendo. e pra piorar , não satisfeitos em refilmar o que foi feito pelos países que não falam inglês, agora a mania é refilmar o que fez sucesso no passado."a hora do pesadelo", "dirty dance" , "a lagoa azul", "arthur", "dia dos mortos", "king kong", "guerra dos mundos", "o vingador do futuro", "loucademia de polícia", "a hora do espanto","karatê kid" até "highlander" e "footloose" vão ganhar nova roupagem. pra quê???? e o sacrilégio, pasmem: "coração satânico" vai ser refilmado!!!! como pode isso , gente???? tô indignada. e não é só filme bom que é refilmado não. a bosta do "tropas estelares" tá ai pra não me deixar mentir. filmes imexíveis, como o "robocop" e "drácula de bram stoker" vão mudar de cara. quer morrer? olha isso: um clássico do mestre do suspense alfred hitchcock, “rebecca, a mulher inesquecível”, dirigido pelo cineasta em 1940 e vencedor do oscar de melhor filme vai ganhar uma nova versão sob produção dos estúdios dreamworks. ah, fala sério!!!! "1984" tá em fase de pré-produção e estão escolhendo o ator que vai fazer o papel que foi de brandon lee em "o corvo". a última notícia é que o remake de um dos meus filmes preferidos, "carrie" estreia nos cinemas no dia 15 de março de 2013! (se o mundo não acabar antes....). alguém me explica???

BLOG DA DECA: no banco da praça o tempo brinca com a gente...

BLOG DA DECA: no banco da praça o tempo brinca com a gente...: banco da praça das caturritas "a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim" ... sou fascinada por praças. nelas o te...

no banco da praça o tempo brinca com a gente...

banco da praça das caturritas


"a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim"... sou fascinada por praças. nelas o tempo se perde (muitas vezes até dele mesmo). nasci numa cidadezinha do interior , em arroio grande, lá no rabicho do rio grande do sul, quase fonteira com o uruguai. típica cidade interiorana, com direito a calçadão, praça em frente a igreja...brincar ali era o que havia de mais divertido no mundo! tinha escorregador e um brinquedo que girava com a força do braço onde sempre um acabava se machucando. 
perto de casa até tinha outra pracinha, mas essa não dava as mesmas aventuras da praça principal. valia a pena andar uns quarteirões. os pontos altos dela eram no desfile de 07 de setembro, quando ficava lotada e todo o mundo ia ver as escolas públicas se apresentarem com suas bandas e balizas, e no carnaval, onde ela se dividia em camarotes. a cidade inteira ocupava a praça pra ver os blocos de rua desfilarem. é tradição até hoje por lá. 
aproveito pra confessar: os bancos das praças me seduzem de tal maneira que quando chego a um lugar que nunca fui antes a primeira coisa que faço é sentar num deles. me perco observando a vida dançar na minha frente. cada pessoa que  passa carrega uma história. umas com pesar, outras com alegria. aliás, não há tempo mais precioso do que aquele que se gasta sentado em um banco de praça absorvendo as idiossincrasias alheias. sempre que faço isso tenho a estranha mania de inventar um passado, um presente e um futuro pra quem passa pela praça. depende do andar apressado, da roupa amassada, se sorri, se olha pros lados. inventar a vida do outro é reinventar a nossa aos pouquinhos. 
no balneário cassino, aquele cantinho que considero meu segundo lar, o que não falta é praça. tem atrás da casa da minha mãe, em frente, ao lado, escondida, exibida, praça enfeitando a avenida, dividindo ruas, acolhendo feiras. elas estão espalhadas por todos os lados. 
aliás, em rio grande (cidade que administra o balneário) elas também se sentem à vontade. e dá-lhe praça! é a praça xavier ferreira, sete de setembro - sim, gaúcho gosta de setembro, né? a praça tamandaré, que dizem ser a maior do interior do estado e tem um monumento com os restos mortais do bento gonçalves (aquele herói da revolução farropilha). podem ser grandes, com brinquedos diversos, podem ser mais tímidas, umas tem até patos e macacos. e tem praça com bancos, e só. ah já namorei tanto nesses banquinhos. ainda bem que eles não falam e não contam nada pra ninguém (quem nunca namorou num banco da praça que atire a primeira pedra, né não?). 
foi numa pracinha no cassino que ouvi falar no skylab (lembram? uma estação espacial que caiu na terra e todo mundo ficou com medo de morrer?). também foi numa pracinha de lá que vi o primeiro cigarro de maconha (opaaaaa). foi numa praça na avenida que chorei a primeira vez no ombro de um amigo por ter levado um chifre fe-no-me-nal. pequenas e grandes historietas de bancos da praça. 
em brasília temos a famosa e tão conhecida praça dos três poderes. impontente, poderosa, soberana. já trabalhei muito nos arredores dela (e xinguei muito toda vez que não conseguia vaga pra estacionar). essa praça também fez parte da minha adolescência. a gente ia pro panteão da independência, para a casa de chá (a antiga casa de chá, que ficava no subsolo, em frente ao panteão, e durante um bom tempo passou a abrigar um boteco  que tocava muito rock´n roll...) aquilo ficava cheio. e foram noites e noites de festa. a polícia marcava presença pra dar baculejo, mas basicamente ninguém incomodava ninguém. era pura diversão. e lá estavam eles, os bancos. banquinhos que ficavam lotados e muitas vezes nos obrigavam a procurar um canto pelo chão mesmo pra sentar. o legal era subir a cúpula da câmara dos deputados no congresso ou fazer desenhos corporais com as sombras dos ministérios e até mesmo brincar de "pique-bandeira". mas ai já são histórias pra depois. 
em brasília não faltam parques, que acabamos adaptando pras nossas necessidades "pracisticas": na falta de uma, todo parque tem um banquinho à sombra da árvore, ou uma pistinha de corrida, ou um brinquedinho infantil. 
e em toda praça tem um coreto, certo? não necessariamente! conheço praças bastante dignas que nem sabem o que é isso. e as estátuas? lá estão elas paradinhas, esperando entrar na foto ou virar um cartão postal. 
as praças, são assim. fazem questão de manter uma pluralidade, se multiplicam e se diferenciam de maneira sutil, ou nem tão sutil assim. e em todas, lá estão os meus apaixonantes banquinhos. ficam por ali. sofrendo todo tipo de intempérie, a ação dos anos e com as ações do homem. mês passado  editei uma reportagem sobre o sacrilégio de um empresário que simplesmente espalhou bancos inúteis pela cidade: tacava uma propaganda no encosto de um banco muito do mequetrefe e jogava em lugares em que o único movimento era o de carros, na clara intenção de apenas se fazer ver, sem sombras por perto e sem funcionalidade. pobres bancos. mas apesar de tudo, e graças a tudo, as pracinhas estão ai. e mantêm sempre aquele  ar de que o tempo não passou por elas. são tempos de saudade, tempos de lembranças, de recordações. tudo caminha num passo mais lento.beeeeeeem devagar. o tempo numa praça parece que é diferente, fica suspenso, sem se esgotar, sem ir embora. o tempo nelas vira menino, parece que dança ao som de uma leve brisa. ah esse tempo que se diverte a me pregar peças, como hoje, quando eu conversava com o braga  (apresentador do telejornal que trabalho). 
– deca , lembra de tal coisa? 
– sim, lembro. 
– pois é, já faz 15 anos. 
– quê? 
– é...e lembra do tal shopping? faz 15 anos que inaugurou 
– caralho!!! e eu ainda tenho ele como o "shopping novo da cidade". assim é. quando se tem 15 anos a expectativa de mais outros 15 se torna uma estrada interminável, mas aos 40 , como é o meu caso, 15 anos atrás foi apenas ontem. e numa praça parece que esse ontem nunca passou, ele só deixou de existir. você senta lá, fica quieto, ouvindo passarinhos, ou crianças, ou nada....
praça das caturritas no Cassino
ou como eu, fica ouvindo caturritas (já que na minha praça preferida existem dezenas de ninhos) e o tempo lá também passa em câmera lenta. e  pra minha tristeza quando vai embora, não volta mais. é como diz o poeta, o tempo não pára (pára - assim  mesmo, com acento diferencial porque odeio a reforma ortográfica). pode até ser devagar, mas não pára. e no banco da praça parece que se diverte aos montes brincando com a gente. 
ah, e os bombos da praça? quer saber? esses já são assunto para as estátuas...

domingo, 8 de abril de 2012

pessach - boa páscoa

é dia de páscoa...eu não poderia deixar passar em branco. primeiro preciso dar o parabéns pra mim mesma. tô de dieta então tá sendo sublime a minha força de vontade. não comi nenhum chocolatinho hoje. nenhunzinho. são os tempos de "pessach" mesmo. que em aramaico significa passagem. dizem que vem dai o nome da festa cristã que celebra a ressurreição de jesus cristo. os judeus também estão ligados a origem das celebrações pois conta-se que é nesse período que comemoram a libertação e fuga de povo escravizado no egito. de qualquer forma é um dia pra gente parar pra pensar. seja em jesus, seja em judeus, seja em passagens, no que for, mas pensar. olhar pra dentro da gente. pensar na oportunidade ótima de hoje recomeçar alguma coisa, renovar as esperanças, tomar um banho de boa vontade. seja no trabalho, na vida, em casa, no amor. recomeçar. passar de um ponto a outro, fazer travessias. ir em frente vendo o mundo diferente. hoje é um dia pra mudar de roupa. é isso que desejo a todos! uma boa páscoa, uma boa reflexão e um bom recomeço. uma boa renovada nas ideias. acho que é o mais importante. 
sou do tempo que a gente fazia nossas próprias cestinhas (as minhas eram de caixa de sapato enfeitada). elas ficavam no pé da cama e eu tentava ficar acordada pra ver o tal coelho deixando os ovinhos. nunca consegui! e nunca me perguntei como um coelho poderia ter ovo de chocolate. naquela época não eram só ovinhos, tinha coelho de pão de ló, balinhas e outras guloseimas que não se via todo dia (pelo menos lá em casa a grana era curta, não dava pra comprar toda semana...). e nunca na vida tinha visto um ovo com brinquedo dentro. 
era basicamente um dia de festa. algumas vezes fazíamos a caçada à cesta. elas ficavam escondidas e lá ia eu e meu irmão procurar. no fim a gente dividia os achados (ele sempre conseguia mais do que eu, mas não dava briga, naquela época irmão não brigava com irmão). a família se reunia pro almoço...era bem divertido. 
se não me falha a memória minhas páscoas sempre foram muito felizes, muito alegres. tinha competição na rua da cesta mais bonita. enfim, essa alegria da páscoa tento trazer hoje pra perto de mim. e que bom. tô conseguindo. pelo menos por hoje. por exemplo, amanhã é segunda-feira, e eu nem tô tão triste assim (e olha que hoje nem tomei meu tarja preta hein?). um bom domingo PARA NOSSA ALEGRIA. 

sábado, 7 de abril de 2012

dia do jornalista e a abertura do fantástico

diz o garcía márquez que "o jornalismo é uma paixão insaciável (...) quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la... ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar, com mais ardor do que nunca, no minuto seguinte." concordo com ele. só quem sente na pele sabe a paixão que nos move. ganhamos pouco, trabalhamos muito, e não temos o privilégio de ir pra casa e desligar um botãozinho off. tipo: pronto, fim de expediente, bati o ponto e vazei. nada disso. estamos sempre ligados. jornalista trabalha até dormindo.
e hoje, dia do jornalista, descubro que assim como a profissão - desorganizada e plural - temos seis datas comemorativas. a saber: 24 de janeiro - dia do nosso padroeiro são francisco de sales (eu nem sabia que tínhamos um padroeiro. te prepara santo, porque agora só vai dar você nas minhas orações....); 29 de janeiro - coisa de calendário velho, seria uma homenagem ao jornalista e abolicionista josé do patrocínio (eita nomezinho sugestivo...patrocínio...chega soa 'bunito'); 16 de fevereiro - dia do repórter, que não é sinônimo de jornalista...07 de abril - ideia da associação brasileira de imprensa em homenagem a líbero badaró (médico e jornalista) que defendia a liberdade de imprensa e acabou fazendo d.pedro I pedir pra sair. 03 de maio é o dia da liberdade de imprensa, segundo a onu e 01 de junho tem o dia da imprensa. ufaaaaa ! 
eu queria a cada dia comemorativo ganhar 15% de reajuste salarial, ai sim. quero destacar que não me considero aquelas jornalistas workaholic, chatas, defensora de discursos liberais blá blá blá. sou normal, trabalho pra pagar as contas. mas amo o que faço. minha paixão pelo jornalismo começou vendo a abertura do fantástico, lá na cidade onde eu nasci, arroio grande. mas não era qualquer abertura, era a primeira do programa colorido.
 

3 anos e eu sabia, desde ali, que eu queria trabalhar naquele tubinho de imagens. na época, tudo era em preto e branco (nossos pais colocavam papel celofane colorido em frente a tv pra ficar colorida. e na antena que ficava em cima dela , vira e mexe tinha um bombril pendurado. era dureza). eu mexia tanto naquela tv que um dia ela caiu em cima de mim! meu pai falou: - não pode mexer ai, faz dodói. - ãhãn, respondi do alto dos meus 3 anos. a primeira coisa que fiz foi me pendurar nela (a rebelde dava sinais de vida ali mesmo, na tenra idade). e assim , meu caso com a tv continuou. 
na escola eu conheci o microfone. minha mãe era vice-diretora e eu me achava a última bolachinha do pacote. queria mexer no sistema de som e sempre dava um jeito de fazer a chamada das turmas (funcionava assim: todas as turmas faziam fila, tiravam distância - alguém lembra?- e depois eram chamadas na ordem 1ª a, 1ªb, 2ª...e seguia...) se tinha que cantar o hino, lá tava eu no microfone chamando pro hino. se tinha que ir pro pátio, lá tava eu de novo. quando tinha festival de música na escola era eu a apresentadora. e no auge dos meus 8 anos , estava apresentando um festival de dança confirmei pra mim mesma: eu vou ser repórter pra sempre. e assim foi. 
fiz jornalzinho no colégio, escrevia uma coluna de música (!!!!). fiz minha faculdade imaginando trabalhar numa revista (na época eu queria ser repórter de música). trabalhar na rádio era outro sonho (eu gravei milhões de programas meus de mim para mim mesma num aparelho de som com fita cassete) mas foi na televisão que me encontrei. comecei apresentando um programa de música (minha paixão maior, sempre) que se chamava canal arte.

 

uma época em que mtv era pra poucos, me diverti muito sendo apresentadora. mas não dava grana. 
fui fazer "frila" de rádio escuta. acabei ficando. gravei programa de rádio e recebi um convite da globo. e fui. de lá passei pela tv justiça e estou na record.
já ganhei prêmio, já produzi pro casseta e planeta, já fiz câmera escondida, já fui passear no projac a trabalho.
histórias não faltam. mas o mais importante de tudo é que mesmo reclamando horrores, mesmo me indignando, mesmo ligando o 'foda-se' de vez em quando, a verdade é que eu amo ser jornalista.
ainda sinto o friozinho na barriga típico dos focas. ainda tenho tesão. o dia que ele for embora, ai acaba o casamento. mas até lá devo estar bem velhinha, ganhando dinheiro com meus livros de contos eróticos hihihihi.
sei que a profissão gera repulsa em muita gente. somos megacobrados (nunca vi cobrarem tanto de um servidor público, de um médico nem de um gari) . sim, somos odiados, amados e poucas vezes idolatrados. uma coisa é certa, ajudamos, algumas vezes, a mudar o mundo , fizemos alguma coisa (um pouco) por ele (tá, lá vem a turma dos chatos perguntar se somos acima do bem e do mal blá blá blá...). só pra constar: me irrito com jornalista que se acha importante.
enfim, pra encerrar, hoje eu estava de plantão e descobri que era dia do jornalista. dia do jornalista??? e eu de plantão (olha a ironia do destino) e isso me fez lembrar a frase que li ontem (no livro 'a rainha do castelo de ar'): "(...) todos olharam para ela. - estive com o michael blomkvist várias vezes durante a investigação, e acho que ele é um sujeito legal, apesar de ser jornalista"... (PODE?) 


informação rapidinha

a 1ª bienal do livro de brasília começa dia 14 e vai até 23 de abril...já estava mais do que na hora, né não? diz que a entrada vai ser grátis e o espaço vai ter uns 15 mil metros quadrados na esplanda dos ministérios...que bom, tomara que dê certo...sempre que tem algo grande por aqui fico meio ressabiada...tanta violência, tanto roubo, tanta maracutaia...até achei estranho ter dinheiro para o evento...enfim, boa sorte aos envolvidos. pena que vai ser tudo na hora do meu trabalho ...snif..não tô ganhando nada pra divulgar, mas acho que é importante prestigiar...segue ai o link da bienal thttp://www.bienalbrasildolivro.com.br/bienal

quinta-feira, 5 de abril de 2012

18 anos sem kurt

credo. domingo falei da morte do kurt cobain...como não lembrava da data certa nem me dei conta que já seriam  18 anos sem ele...05 de abril de 1994...o maluco se matou...e nos deixou meio órfãos, né? enfim...da carta dele, as palavras finais: "não tenho mais paixão, então lembrem, é melhor queimar do que se apagar aos poucos...." (será?) e foi-se. 

larica total

outro dia falei aqui sobre os programas de humor na televisão e fui muito injusta....esqueci do meu preferido ever- blaster-mega-über-maravilhoso LARICA TOTAL. fica a dica. não percam nunca. e tenham sempre em casa, sempre: cebola, alho e cerveja. ah, comentaram que no outro post esqueci de falar do casseta e planeta, mas é que o programa é um cu, pronto, tá ai minha opinião...já foi bom, mas se perdeu e não se renovou e agora tá insuportável....ATENÇÃO! informação importante: a nova temporada do larica começa dia 10 de abril 21:30 no canal brasil. e não esqueçam: se pintar tubarão , vai no crawl....

quarta-feira, 4 de abril de 2012

5.000 livros e a frase do dia: mijar, comer e dar um cochilo

meta: ler cinco mil livros. já tentei fazer os cálculos de quantos livros teria que ler por mês, e até quando deveria viver para tanto...mas sou tããão ruim em matemática...se alguém quiser ajudar, lá vai: tenho 40 anos, leio muito desde os 8. muito, é muito. tipo, um livro por semana...nunca contei quantos já li nem quantos tenho em casa muito menos os que eu pego emprestado...aliás essa coisa de emprestar livro é tão delicada, né? quantos já emprestei e nunca mais vi...quantos me foram  emprestados e continuam por aqui, sempre ao alcance dos donos, mas ainda na minha estante? tem aquela coisa, o livro acha a gente não é a gente que acha o livro, pode ser por isso que alguns são tão difíceis de devolver...mas, desde que o mundo é mundo eu lembro de mim com um livro na mão...e alguns autores me marcaram tanto que levo todos comigo...sou o que sou pq me apaixonei pelo antônio bivar, pelo roberto freire, pelo fernando pessoa e pelo edgar alan poe logo cedo. é difícil saber qual foi o primeiro livro, o primeiro autor....minha memória mais antiga aponta pro "meu pé de laranja lima", que chorei horrores...depois li novamente várias vezes e em todas elas eu chorei. sim, choro fácil...e fico nervosa, xingo, converso alto com a história...coisa de louco mesmo...e se tô lendo marley e eu, ou j.j. benitez, choro. charles dickens também me faz chorar...por princípio eu nunca começava a ler um livro sem terminar...hoje me dou o direito de abandonar quando estão chatos....ficam lá, no canto, me olhando, como pedindo uma segunda chance....às vezes sou boazinha e dou a segunda chance. nem sempre...tem uma amiga que diz que quando a gente acaba um livro fica órfão...é assim mesmo. fato.dá um vazio....tem livro que eu economizo...leio uma página hoje, deixo outra pra amanhã e faço render lendo beeeeem devagar...cada livro uma emoção: têm os livros de beijar na boca, os de uma leve amizade, os de uma noite de amor...e os da trepada sem pudor...existem os livros namorados, os livros amantes, os livros amigos, os vizinhos...cada um é cada um e cada um cabe de um jeito em mim (opa, tô falando de caber na minha alma, na minha cabeça, na minha sabedoria, no meu conhecimento, crescimento, afeto...)...não gosto de livro de política. óóóóó. sério, acho chato. gosto de romance, de suspense...de coleções tenho todos os do stephen king, muitos do robin cook, da agatha christie, do rubem fonseca, do veríssimo, do mário prata, o guia do mochileiro, sete pecados....andei me apaixonando certa vez pelo blakwood, mas ele é tão sumidinho tadinho...koontz, allende, brown, millôr, larsson,garcia marquez, lovecraft, sabino, wilde, straub, bukovsky, asimov, blaty...todos me frequentam...sou uma espécie de puta literária. o machado demorei a dar o braço a torcer, sabia? ...e a minha coleção, pra lá de antiga, "para gostar de ler"? orgulho da mamãe...fez parte da vida de qualquer um da minha idade (quem não lembra do mistério no hotel cinco estrelas, escaravelho do diabo, borboleta atíria...) e assim segue...os poetas, ah os poetas...se for citar todos haja post neste blog...o grande amor da minha vida se chama fernando pessoa. seja ele alberto, ricardo ou álvaro...e a clarice, amor escancarado! fora o nietzsche que se me pedisse em casamento , eu casava! mesmo que ele ache uma "longa estupidez"...mas não vou ficar aqui fazendo odes a walt whitman....pq me falta espaço e tempo...devo só comentar que alguns autores se apresentam sorrateiramente, como o gaiman que veio quietinho, mas veio pra ficar....é dele a frase de hoje. "nunca perca a oportunidade de mijar, comer ou dar um cochilo de meia hora" (deuses americanos). pura filosofia de vida ...que levo ao pé da letra...agora vou ali beber meu campari , com duas pedras de gelo, sem limão.

trilha sonora da minha tarde...

tatuagem dói?

a primeira coisa que me perguntam quando falo de tatuagem é se dói. tatuagem dói? dói. e dói muito. e que bom que dói. é um processo... precisa doer pra valer a pena. se fosse só colar uma figurinha seria muito fácil. mas dar seu corpo pra expressão da arte é um privilégio. então a dor é necessária, e no fim das contas é o que tem menos importância. o produto final é o que interessa. e comigo acontece assim: começa doendo muito, fico suando frio, mas o cérebro dá um jeito de bloquear a dor e chega um momento que nem sinto mais...entro num estado alfa, nirvana sei lá. e como disse, a dor é o que menos importa. adoro o tempo anterior a dor. escolher a figura, sentir a vontade louca de me rabiscar , escolher a parte do corpo. é uma delícia. dá um friozinho na barriga ficar na sala de espera lá do rogélio. quando vc ouve o barulhinho da sala do dentista dá vontade de sair correndo, né? o barulhinho da máquina de tatuagem é ao contrário. a-d-o-r-o aquele barulhinho zzzzuuuuuuummmmmmmmm.
é uma ferida. pior mesmo é a coceira que dá depois. isso sim é quase insuportável. passar pomadinha pra cicatrizar é meio chato, mas também faz parte do processo.
acho que tatuagem tem que dizer algo, não pros outros, mas pra vc. imagine que aquilo vai ficar no seu corpo pra sempre. não pode ser de farra nem porque é modinha. você tem que saber que vai ficar exposto e principalmente, tem que bancar a sua mensagem. tatuagem é coisa séria. e ao mesmo tempo é pura diversão. eu não sei explicar. tenho orgulho das minhas. comecei com uma e agora já tenho seis. e quero chegar a 10...pq? pq sim. pq eu gosto, pq me sinto bem, acho lindo, acho tudo de bom. simples assim. é um enfeite, é uma mensagem, é um pedaço de mim. é sexy, é chocante, é o que vc quiser. mas é minha. não tem muita explicação não. essa ai da foto é a minha quinta. depois dela veio mais uma e em breve mais três!!!!! opa!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

o humor e o meu mau humor...

programa de humor na televisão é uma merda....sei, eu tenho telhado de vidro...mas vamos combinar....zorra total? praça é nossa? cabide de emprego, né? ainda existe o didi e a turma dele? acabou? não? outro dia vi o gugu imitando o chico anysio, em tipo uma "escolinha do professor raimundo" paraguaia...ninguém merece...e agora tem aqueles que querem misturar jornalismo...cqc, por exemplo, já deu. encheu o saco...sempre a mesma formulinha, e quem antes valia a pena (rafinha bastos e danilo gentili) tá fora...tá uma chatice repetitiva...até que o programa solo do gentili, agora é tarde, tá dando pra ver, mas ele que não invente muito blá blá blá pq o programa é legal por ser meio tosco, com entrevistas bacanas , meio anárquico e não é qualquer um que tem o ultraje a rigor como escada, né?... o tal legionários, aqui da firma, nunca consegui ver até o fim do primeiro esquete, puta programa chato também...antes o mion fazia uma programa tão legal, os piores clipes...mas ai também já era, a fórmula não se renova...diz que o tal de pânico estreou em emissora nova (eles eram de onde?), toda vez que tentei ver só tinha bunda e peito, desisti. quem tem acertado a dose, na minha humilde opinião, é o multishow, com a adorável psicose e o impagável paulo roberto e os 220 volts dele...e se for pra rir mesmo não abro mão do big bang theory, o two and half man e todo mundo odeia o cris. mas quem sou pra dar dicas de humor, não é mesmo? logo eu que hoje tô com um (mau) humor daqueles!!!!

domingo, 1 de abril de 2012

memórias - as imagens

só pra ilustrar um pouco o texto...já que memórias vivem de cheiros, imagens, cores, sabores...

memórias

quando o ayrton senna morreu, em 1994, eu estava*...TODO MUNDO que eu conheço sabe me dar  uma resposta.é impressionante como todos sabem o que faziam no dia , na hora e no segundo em que morre um ídolo. é difícil lembrar o que fiz ontem, ou do café da manhã, mas lembro direitinho quando em 1980 john lennon foi assassinado. eu tinha lá meus 9 anos. lembro porque meu pai não parava de chorar - e quem morreu? - o lennon minha filha,  aquele da musiquinha da lucy, sabe? sim, eu sabia. meu pai procurava tanto, mas tanto o tal disco do sgt pepper's ,que quando conseguiu comprar lá em casa só dava ele. tocava 24 horas. e dá-lhe good morning e o galo todo dia. meu paciente pai me explicou um por um quem eram aquelas pessoas na capa. sim, eu sabia quem era o lennon que tinha morrido. e estava sentada no sofá verde da casa velha de arroio grande quando meu pai chegou aos prantos. a televisão não estava pegando direito (naquele tempo era na base da antena, o pai subia pro telhado e a mãe ficava gritando: mais pra direita, mais pra esquerda, assim, assim.)é... tv naquele tempo não era fácil. a gente ficava sentado em frente a ela esperando vir o sinal da tuiuti e enquanto não abria o canal ficava na tela a imagem de uma antena de tv com chuvisco e um cara falando que o sinal ia chegar. faz tempo mesmo. enfim, voltando ao assunto, lembro também quando pouco depois,  já com 11 anos, eu estava com minha mãe no quarto da casinha do cassino (lá no rio grande do sul), quando vem a notícia: elis regina morreu. na minha cabeça infantil eu não entendi como um artista morria de overdose e bebida alcoólica e como ninguém estava por perto. eu sentada na cama, e minha mãe tentando fazer uma maquiagem que teimava em borrar por causa das lágrimas. o bêbado e a equilibrista era uma música de cantar no chuveiro. e artista cheira cocaína? pensava eu, quase endeusando a categoria (naquela época as pessoas eram celebridades pelo talento, diferente do que é hoje). lembro em 1996, eu já com meus vinte e poucos anos, acordo num sábado e sou tragada pela notícia de que o avião do mamonas assassinas tinha caído. era começo do ano, março se não me engano, e naquele mesmo começo de ano eu tinha assistido a um show deles no primeiro planeta atlântida da história. me caiu as tranças! em seguida me morre renato russo. eu estava no trabalho quando uma amiga da globo me liga e pede pra eu dar um testemunho sobre a morte de renato russo. como assim? eu nem sabia que ele tava doente. pois tava, e chorei. foi a primeira vez que chorei porque morria um ídolo. e nunca esqueci que estava com os fones nos ouvidos (eu trabalhava como rádio escuta) e fui pra varanda fumar e chorar. depois vieram o kurt cobain, o michael jackson. em ambas as mortes eu estava trabalhando. ah lembrei.vale nota: conheci james dean porque alguém usava uma camiseta escrita "30 anos sem james dean" . curiosa, fui saber quem era. quando alguém importante (pra gente) morre sempre lembramos o que estavamos fazendo. é fato. o 11 de setembro não tinha ídolos, mas eu estava comprando o sapato do meu casamento no conjunto nacional quando fiquei embasbacada em frente a tv do ponto frio. o mundo parou. eu lembro de pensar : fudeu, vou ter que ir correndo pra tv e não vou comprar o bendito sapato, mas também , se o mundo abacar não vai ter nem casamento, sapato pra quê? (sim, esse foi o meu pensamento egoísta instantâneo), depois veio a consciência do momento histórico e trágico que estavamos presenciando. o que me leva a lembrar que na guerra das malvinas (aliás, no mesmo ano que morreu a elis regina) eu me divertia à beça catando restos de remédios, pedaços de paraquedas  e o que mais aparecesse na beira da praia (os detritos da guerra iam parar lá no cassino, o balneário). e a memória da gente é assim, seletiva. será que daqui a 20 anos vou lembrar o que estava fazendo quando o chico anysio e o millôr  morreram? e do que fazia quando o saramago morreu? hoje eu lembro: estava trabalhando. e meu coração já não é tão mole, e eu não chorei. com certeza o lugar pra onde  eles foram ficou no mínimo mais interessante, né? e eu? eu trabalho amanhã. se alguém morrer nem vou lembrar...será? 

*a saber, o senna morreu em 01 de maio de 1994, durante o grande prêmio de san marino e eu estava dormindo. acordei com o meu irmão chorando e fiquei o dia inteiro vendo as mesmas cenas daquele maldito acidente e do capacete que o galvão insistia em dizer que tinha se mexido. lembram?